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Dicas para Economizar em Remodelações Residenciais

O preço das remodelações de casas subiu durante a pandemia. E embora agora já tenha estabilizado, sobretudo porque o preço dos materiais de construção reduziu ligeiramente, a mão de obra continua a ser muito cara. Além disso, devido à procura, as empresas e os profissionais de construção civil também se podem dar ao luxo de apresentar orçamentos exorbitantes mesmo para trabalhos simples. O preço da remodelação de casas está entre os 350 e os 500€ por m2, o que significa que remodelar um apartamento de 100 m2 vai para 50.000€.

Mas, procurando uma empresa de remodelações de confiança, comparando preços de remodelações e decidindo bem as nossas prioridades, ainda é possível remodelar a sua casa sem gastar uma fortuna. A meu ver, o truque está precisamente em aproveitar os materiais, sobretudo as madeiras, os armários de cozinha e os azulejos, assim como em manter a planta da casa tal como está. Dito isto, estas são as minhas dicas para economizar em remodelações residenciais: 

Não mudar a posição da loiça sanitária

Quando fizemos obras cá em casa queria muito mudar a posição da sanita da banheira. Mas mudar a canalização de sítio era complicado por causa da corete, explicou o picheleiro, e ia demorar pelo menos mais uns dois dias. Portanto, o meu primeiro conselho para economizar em remodelações de casas é evitar mudar a posição da loiça sanitária. Trocar a sanita ou a base de duche é relativamente fácil, mas mexer na posição das peças não é. Por isso, a menos que não consigam viver com a vossa casa de banho tal como está… mantenham a sanita, a banheira e o lavatório no mesmo sítio. (E isto também vale para a pia da cozinha!)

Pintar por cima dos azulejos 

Toda a gente se lembra dos azulejos horríveis das cozinhas dos anos 80 e 90. Das casas de banho com padrões duvidosos. Dos corredores com azulejos até metade da parede! Só de pensar nisso, já sinto arrepios na espinha. Mas, para quem quer economizar em remodelações residenciais, é preciso resistir à tentação de os destruir. Em vez disso, compre tinta específica para azulejos e pinte por cima. Se o padrão de baixo for muito forte, ou se a cor for muito garrida, tem de dar várias demãos. Mas funciona, garanto! Cá em casa passamos de um verde “cor de burro a fugir” para um rosa doce! 

Evitar alterações no layout da casa

Quando se fala em remodelações residenciais, não faltam empreiteiros e arquitectos que sugerem pôr a cozinha em open space, criar um quarto extra, pôr um ripado, abrir um corredor ou fazer outras alterações ao layout da casa. No entanto, se quer economizar em remodelações residenciais, deve evitar fazer alterações aos compartimentos da casa. Demolir paredes, remover o entulho e construir novas paredes em gesso cartonado (vulgo “pladur”) é um dos trabalhos mais caros na remodelação de casas.

Reaproveitar as madeiras

Outra dica para economizar em remodelações residenciais é aproveitar as madeiras das portas, dos rodapés e das janelas. A menos que a madeira esteja podre, ou com bicho da madeira, é sempre possível lixar, pintar e aproveitar as madeiras. Os trabalhos de carpintaria são sempre caros – até quando se aproveitam as madeiras – por isso acredite que numa casa média, como um T2 ou um T3, já vai fazer toda a diferença. A propósito, deixo aqui o link para encontrarem empresas de remodelações em Faro.

Não colocar iluminação embutida

Há alguns anos que a iluminação embutida no tecto se tornou popular. Embora seja uma boa solução para casas com um pé direito baixo (e as casas novas têm quase todas um pé direito mais baixo do que as casas antigas), instalar os focos fica bastante dispendioso. Não só terá de pagar ao electricista, como terá de arranjar uma solução para esconder todos os fios. Por isso, se tem um orçamento limitado, mantenha os pontos de luz originais. Há candeeiros lindíssimos que podem completar a decoração e que sabem bem mais em conta do que este tipo de trabalhos!

Espero que estejas dicas vos ajudem a economizar na remodelação da vossa casa! Não se esqueçam: para todos os problemas há sempre mais do que uma solução, e uma delas vai ser sempre mais barata. Boa sorte! 

Tendências de decoração de Natal 2025

À medida que o Natal de 2025 se aproxima, a decoração de interiores de natal ganha novas inspirações que unem tradição, sustentabilidade e tecnologia. Este ano, a palavra de ordem é personalização. As casas tornam-se refúgios acolhedores onde cada detalhe reflete o estilo e a história de quem as habita. A estética nórdica continua em destaque, com tons neutros, madeiras claras e texturas naturais, mas é enriquecida por apontamentos de cor — sobretudo o verde-escuro, o vermelho borgonha e o dourado suave, que acrescentam um toque de elegância e calor festivo.

Uma das grandes novidades de 2025 é o regresso das decorações feitas à mão, num movimento que valoriza o artesanato e o reaproveitamento de materiais. Guirlandas construídas com ramos secos, velas personalizadas e enfeites em cerâmica artesanal trazem autenticidade ao ambiente natalício. Estes projetos feitos à mão não só promovem a criatividade e a sustentabilidade, como também oferecem a oportunidade de envolver toda a família na preparação do Natal, transformando a decoração num momento de partilha e ligação emocional.

A tecnologia também marca presença nas tendências deste ano. As luzes inteligentes, controladas por aplicações móveis, permitem criar diferentes atmosferas com um simples toque. É possível programar cores, intensidades e até sincronizar as luzes com músicas de Natal, tornando o espaço mais dinâmico e interativo. Em simultâneo, os adornos minimalistas e o uso de materiais recicláveis, como vidro e papel kraft, reforçam uma consciência ecológica que tem vindo a ganhar força entre os consumidores portugueses.

O preço para serviços de decoração varia consoante a complexidade do projeto e o tipo de materiais escolhidos. Em 2025, a tendência é investir em soluções personalizadas e duradouras, que possam ser reaproveitadas nos anos seguintes. Muitos profissionais de design de interiores oferecem pacotes flexíveis que vão desde pequenas intervenções — como a montagem da árvore e dos arranjos principais — até projetos completos de decoração temática. Os valores dependem do espaço, da quantidade de elementos decorativos e do grau de personalização desejado.

Outra tendência que se destaca é a integração da natureza no interior das casas. Ramos de eucalipto, pinheiros naturais e flores secas são utilizados para criar composições simples, mas sofisticadas. A mistura de elementos orgânicos com peças metálicas ou espelhadas resulta num equilíbrio visual moderno e acolhedor. Velas aromáticas e tecidos como a lã e o linho completam o cenário, proporcionando uma sensação de conforto irresistível.

Em suma, o Natal de 2025 convida à harmonia entre o moderno e o artesanal, entre o luxo e a simplicidade. A decoração de interiores de natal deixa de ser apenas estética e transforma-se numa forma de expressão pessoal e consciente, onde o brilho das luzes se conjuga com o valor emocional de cada peça criada ou escolhida com carinho.

Preço médio por m² para construção de moradia no Porto?

Construir uma casa de sonho no Porto é um objetivo cada vez mais comum entre quem procura qualidade de vida e valorização do investimento. No entanto, uma das questões mais importantes no início deste processo é compreender quanto custa construir uma casa. O preço médio por m² para construção de uma moradia no Porto pode variar bastante consoante o tipo de projeto, os materiais escolhidos e o nível de acabamentos pretendido, mas atualmente situa-se, em média, entre 1.200 € e 1.800 € por metro quadrado, podendo ultrapassar este valor em moradias de gama alta ou com design arquitetónico mais complexo.

Antes de avançar para a construção, é fundamental conhecer todos os fatores que influenciam o custo final. A escolha do terreno é o primeiro passo, devendo ter em conta não apenas o preço por metro quadrado do solo, mas também a sua localização, acessos, inclinação e viabilidade de construção definida pelo Plano Diretor Municipal. Segue-se a fase de projeto, onde a contratação de um arquiteto é obrigatória para desenvolver o projeto de arquitetura e coordenar as especialidades técnicas como estruturas, águas e eletricidade. Só depois de aprovado o projeto pela Câmara Municipal é que se pode iniciar a obra propriamente dita.

É aqui que entra em cena o construtor civil de casa, uma figura essencial para garantir que tudo é feito dentro dos prazos e orçamentos definidos. Escolher um construtor civil com experiência comprovada na zona do Porto é determinante para evitar surpresas desagradáveis. Este profissional será responsável por gerir a mão-de-obra, assegurar o cumprimento das normas legais e de segurança, coordenar os trabalhos de fundações, alvenarias, isolamentos, coberturas, acabamentos e todas as etapas da construção. Um bom construtor civil de casa também pode ajudar a otimizar custos, sugerindo soluções mais eficientes e materiais com melhor relação qualidade-preço.

Além dos custos diretos da construção, é preciso contar com despesas adicionais como licenças camarárias, taxas de ligação às redes públicas, honorários técnicos e eventuais imprevistos durante a execução. Por isso, o orçamento global deve sempre incluir uma margem de segurança de cerca de 10% a 15%. Também é importante planear o financiamento, seja através de capitais próprios ou de um crédito à construção, que é liberado em fases conforme o avanço da obra.Em resumo, o preço médio por m² para construir uma moradia no Porto depende de múltiplos fatores, mas com um bom planeamento, uma equipa técnica qualificada e um construtor civil de casa de confiança, é possível transformar o sonho da casa própria em realidade. Saber quanto custa construir uma casa é apenas o primeiro passo; o verdadeiro segredo está em gerir bem cada etapa do processo e garantir que cada euro investido se traduz em conforto, eficiência e valorização futura.

O que fazer se esquecer o código de cofre?

Ter um cofre em casa ou no trabalho traz segurança e paz de espírito. Mas quando se esquece do código do cofre, pode ser um verdadeiro problema. Primeiro, fica bloqueado. Depois, as mãos começam a suor. A seguir, o medo de perder o que está dentro. Finalmente, o pânico. A boa notícia é que há soluções. Veja o que fazer se esquecer o código do cofre. 

Evite fazer tentativas sucessivas

Continuar a experimentar códigos aleatórios pode bloquear o sistema do cofre. Muitos modelos fecham completamente depois de um certo número de erros. Portanto, o melhor é parar e pensar antes de tentar outra combinação. Será que guardou o código em algum caderno antigo? Será que usou um código habitual ou uma data especial? Mais alguém se pode lembrar do código?

Consulte o manual do cofre

Cada cofre funciona de forma diferente. Normalmente, a marca e o modelo estão numa etiqueta no interior da porta ou na parte traseira do cofre. A seguir, procure o manual do utilizador online ou contacte a marca. Alguns cofres têm métodos de recuperação simples, como uma chave de emergência, um botão interno de reinício ou uma combinação de fábrica. Sem esse guia, o processo torna-se mais difícil.

Contacte o fabricante ou a loja

As marcas conhecem os seus modelos e oferecem apoio especializado. Geralmente pedem prova de compra ou o número de série do cofre. Assim, garantem que o pedido é legítimo e não um acto de tentativa de intrusão. Em certos casos, o fabricante pode fornecer um código de desbloqueio. Esse processo demora alguns dias e pode implicar custos adicionais.

Chame um profissional para a abertura de cofres

Se o fabricante ou a loja não puderem ajudar, pode contratar um profissional para a abertura de cofres. Por exemplo, clique aqui para encontrar um serviço de abertura de cofres em Braga. Procure profissionais com boas referências e experiência, mesmo que seja mais caro. A título de exemplo, pode ver aqui o preço de abertura de cofres em Braga (com base numa média, já que o preço varia consoante o cofre, o tipo de intervenção, os custos de deslocação, etc). 

Uma palavra de cautela: o que nunca deve fazer

A primeira coisa que nunca deve fazer se se esquecer do código do cofre é tentar forçar a porta! Tentar arrombar o cofre com martelos ou alavancas raramente resulta. O mais provável é danificar a estrutura e perder a garantia. Além disso, o conteúdo pode ficar destruído, especialmente se tiver documentos ou jóias de valor.  

A segunda coisa que nunca deve fazer é seguir os truques da internet. Há imensos vídeos e tutoriais com soluções rápidas com clipes ou ímanes. Estes métodos não funcionam na maioria dos cofres modernos e só servem para perder tempo. Em alguns casos, até podem acabar por estragar o mecanismo.

Os outros truques, como usar um estetoscópio para adivinhar o código do cofre, costumam falhar nos modelos mais recentes. Não só porque não se consegue ouvir o som, mas também porque bloqueiam ao fazer tentativas erradas. No entanto, neste caso depende muito do modelo do cofre. 

Recapitulando 

Esquecer-se do código de um cofre é mais comum do que parece. A primeira reacção deve ser manter a calma. Depois, seguir passos simples: verificar hábitos, procurar notas antigas, consultar o manual e testar a chave de emergência. Se nada resultar, contacte com o fabricante ou a loja para saber se há algum método de desbloqueio.

Caso todas estas hipóteses falhem, procure um profissional especializado em abertura de cofres. Estes profissionais garantem um acesso seguro, com menos probabilidade de danificar o conteúdo do cofre. Não há muitos profissionais neste ramo, por isso aconselho a procurar online numa plataforma como a Fixando.

No futuro, prevenir é sempre melhor. Se conseguir salvar o cofre, escolha um novo código fácil de memorizar e mantenha um registo. Se abrir o cofre de vez em quando, é mais difícil esquecer-se do código e evitar que a situação se repita. Um cofre existe para proteger, não para criar dores de cabeça! 

Quanto tempo demora a construir uma casa modular?

A crise da habitação obriga-nos a ser criativos. Talvez por isso, há cada vez mais portugueses que optam por construir casas modulares, casas pré-fabricadas ou até casas móveis. A rapidez de construção e os custos controlados são duas das vantagens que mais apontam às casas modulares. Mas afinal, quanto tempo demora a construir uma casa modular? Vale mesmo a pena construir uma casa modular?

Quais são as vantagens das casas modulares?

Antes de mais, quero relembrar algumas das vantagens das casas modulares. As casas modulares consistem em módulos pré-fabricados, que só precisam de ser instalados no terreno que pretende. Como estes módulos já estão prontos, poupa muito tempo a construir tudo aquilo que é a estrutura de alvenaria (paredes, telhados, etc). Por isso, em relação às casas tradicionais, as casas modulares demoram menos a construir.

Este tipo de construção também tem outras vantagens. Por um lado, os custos de construção são mais baixos. Por outro, são controlados, uma vez que o trabalho é completamente previsível. Nem o orçamento para os acabamentos não se deve desviar do previsto, uma vez que as dimensões e as bases são bem conhecidas. Assim sendo, as casas modulares continuam a ser mais baratas do que as casas tradicionais. 

Por último, não podemos deixar de destacar que são mais ecológicas, dado que há um aproveitamento de todos os materiais durante o processo de construção. 

Quanto tempo demora a construir uma casa modular?

Como já dissemos, as casas modulares utilizam módulos pré-fabricados. No entanto, isto não significa que a casa venha pronta “chave na mão”. Em primeiro lugar, tal como acontece numa casa tradicional, tem de preparar o terreno e as ligações a todos os serviços básicos, como electricidade, água e gás. As casas modulares seguem as mesmas regras das casas tradicionais, incluindo as licenças necessárias para construção.

Depois, o terreno está pronto para instalar a estrutura pré-fabricada. Agora, faltam os acabamentos no interior. Neste aspecto, as casas modulares demoram tanto tempo a construir como uma casa tradicional de alvenaria. Tem de escolher os acabamentos que pretende para o chão, para as casas de banho e para a cozinha, por exemplo. A fase de acabamentos é aquela em que a construção de uma casa modular derrapa mais. 

Dito isto, a maioria das casas pré-fabricadas ficam prontas entre 3 a 6 meses, dependendo dos acabamentos de interior que pretender. Em comparação, uma casa tradicional em alvenaria costuma demorar um ano ou mais. Mas atenção, porque estes prazos assumem que tem uma equipa no terreno a fazer todos os acabamentos e dedicada à construção da casa.

Vale a pena comprar uma casa modular chave na mão?

Sim. As casas modulares demoram menos tempo a construir, são mais económicas e podem ser uma solução para construir mais habitação rapidamente. No entanto, se tem um terreno onde construir a casa modular, recomendo procurar uma empresa que ofereça um serviço chave na mão. Isto é, é a própria empresa que vende a casa que se respondabiliza pela montagem dos módulos e pelos acabamentos.

Desta forma, consegue garantir tanto o cumprimento do prazo para construir, como assegura um preço fechado, sem imprevistos. Esta solução ajuda a gerir muito melhor a logística famíliar, para planear a mudança de casa, bem como economia familiar, especialmente se tem de pedir um empréstimo para construção. Sim, porque já há bancos que fazem empréstimos para construir uma casa modular ou pré-fabricada.

Finalmente, para satisfazer a vossa curiosidade, deixo aqui o link onde podem descobrir quanto custa construir uma casa modular. Este link remete-vos para a Fixando, uma plataforma onde encontram várias empresas que fazem construção de casas modulares. Com um só pedido podem receber até 5 contactos, e depois só têm de ver o catálogo e os orçamentos de cada uma das empresas. 

Sistemas de irrigação automáticos para jardins verticais

Os jardins verticais têm imensas vantagens. Como permitem ter espaços verdes em apartamentos pequenos e edifícios de escritórios que não têm zonas ao ar livre, ajudam a combater as ilhas de calor dentro das grandes cidades, melhoram a qualidade do ar e está demonstrado que têm benefícios para a nossa saúde mental. No entanto, os jardins verticais também têm uma enorme desvantagem: a manutenção e a rega.

Ao contrário do que acontece com um jardim convencional, não podemos pegar na mangueira para regar o jardim vertical. Pelo contrário, a maioria das pessoas usa um regador para ir alimentando cada nível do jardim vertical. Então, como podemos resolver este problema? Evidentemente, já alguém pensou na solução. Conheça os sistemas de irrigação automáticos para jardins verticais. 

Vantagens dos sistemas de irrigação automáticos para jardins verticais

Os sistemas de irrigação automáticos são sempre mais dispendiosos do que a rega, digamos assim, “tradicional”. Isto é verdade tanto para os jardins convencionais como para os jardins verticais. No entanto, como nos jardins verticais temos de desafiar a gravidade e bombear a água para cima, há um custo e uma nuance extra. Mas, antes de irmos aos custos, quero destacar as vantagens.

  • Os sistemas de irrigação automáticos regam a uma hora programada, de modo a evitar esquecimentos e a manter o jardim sempre verdejante;
  • A rega automática proporciona uma distribuição uniforme da água, algo que é especialmente desafiante no caso dos jardins verticais e em zonas de difícil acesso.

Tipos  de sistemas de irrigação automáticos para jardins verticais

Agora, vamos aos diferentes tipos de sistemas de irrigação automáticos para jardins verticais. Há vários tipos de rega para jardins verticais e nenhum é necessariamente melhor do que o outro. A escolha certa depende da altura e da dimensão do seu jardim, assim como do tipo de plantas que semeou. Estes são os três principais tipos de sistemas de irrigação automáticos para jardins verticais.

  • Micro-aspersão: os sistemas de irrigação com micro-aspersão usam aspersores relativamente pequenos para distribuir a água de forma suave e uniforme. No entanto, se for apenas uma parede, os aspersores vão salpicar água para toda a área circundante. Por isso, é mais indicado para jardins verticais maiores, como os que vemos em hotéis, centros comerciais ou terraços com bastante área.
  • Gota a gota: tal como nos jardins tradicionais, também podemos instalar um sistema de rega gota a gota nos jardins verticais. Este sistema gasta menos água, já que rega directamente as raízes das plantas, uma gota de cada vez, ao longo do dia. A instalação num jardim vertical é mais desafiante, mas já há alguns kits para rega gota a gota a um preço mais acessível. 
  • Subirrigação: neste caso, a água é fornecida por baixo e hidrata apenas as raízes das plantas. É o melhor sistema para jardins verticais que consistem apenas em plantas trepadeiras, como heras, buganvílias, glicínias ou plantas de maracujá e phiisális, uma vez que nestes casos basta hidratar a raiz da planta para crescer saudável e ocupar toda a parede ou a pérgula. 

Como a rega é sempre um desafio, recomendo sempre escolher plantas resistentes para os jardins verticais, como samambaias, suculentas ou a planta chinesa do dinheiro. Podem rever aqui as minhas 5 melhores dicas para plantar um jardim vertical. Porém, com um sistema de irrigação automática, é mais fácil manter o jardim vertical em bom estado sem gastar água em demasiada e encharcar o espaço. 

No caso de precisarem de ajuda a escolher plantas adequadas ao nosso clima e à exposição solar da vossa casa, recomendo falar com um jardineiro. Ninguém melhor do que um profissional para vos dizer que tipo de cuidados cada planta exige, desde a quantidade de água à luminosidade. E como eu não posso chegar a todo o lado, recomendo usar a Fixando para procurarem jardineiros. 

Deixo aqui o link directo para encontrar jardineiros em Castelo Branco e jardineiros em Braga, mas há profissionais em todo o país. 

Melhores temperaturas para poupar no ar condicionado

A climatização (aquecer e arrefecer a casa) representa um dos principais gastos com electricidade. Um ar condicionado facilmente gasta 45€ por mês só para estar ligado 5 horas por dia. E não sou é que digo. É mesmo o fabricante, porque a Bosch fez as contas. Por isso, se está em teletrabalho ou de férias em casa, é importante ter em atenção o consumo do ar condicionado. 

Mas, quando o calor aperta e o térmometro teima em não baixar dos 30ºC, não temos grandes alternativas. No Verão, o ar condicionado é uma das poucas formas de manter uma temperatura agradável no interior. Mas sabia que pode pode poupar electricidade se configurar o ar condicionado para as temperaturas certas, tanto no Verão como no Inverno? Vejamos então as melhores temperaturas para poupar no ar condicionado.

Qual é a melhor temperatura para colocar o ar condicionado?

A diferença de temperatura entre o interior e o exterior da casa não deve ser superior a 12ºC. Alguns modelos mais avançados aguentam uma diferença de 20ºC entre o interior e o exterior, mas apenas durante algum tempo. Portanto, se estiverem 35ºC lá fora, não deve colocar o ar condicionado para menos de 23ºC. Aliás, o ideal é manter a casa sempre entre os 23ºC-26ºC (entre 35ºC a 38ºC no exterior). Esta temperatura não só é agradável para nós, como evita que o ar condicionado entre em esforço.

No tempo de inverno, o ideal é manter uma temperatura de 20ºC-22ºC no interior. No entanto, isto significa que têm de estar 8ºC a 10ºC lá fora, o que nem sempre acontece. Isto significa que, para grande parte do território nacional, o ar condicionado não é uma opção eficiente para o Inverno. Contudo, se vive na zona centro, Sul, Madeira ou Açores, estas seriam as melhores temperaturas para economizar. 

Contudo, a EDP vai mais longe. Segundo a EDP Comercial, baixar a temperatura de funcionamento em 2ºC no Inverno (de 20ºC para 18ºC) pode representar uma poupança de 50€ por ano. Porém, na minha opinião, uma temperaura interior de 18ºC é muito baixa. Não nos podemos esquecer que todas as casas, mesmo as que têm bom isolamento, perdem 3ºC a 2ºC durante a noite, o que significa que estaria a acordar com 15ºC dentro de casa.

Programe o ar condicionado

Os ar condicionados mais inteligentes já têm funções “eco” para ajustar o fluxo de ar conforme a temperaura. Desta forma, pode ar condicionado consome menos energia mas mantém sempre a temperatura que define (dentro dos intervalos que sugeri acima). Os ar condicionados mais antigos também já tinham temporizadores (timers) para ligar e desligar o aparelho a horas específicas. 

Finalmente, outra função interessante é o “sleep”, que ajusta a temperatura ao longo do noite. Algumas pessoas não conseguem dormir com as temperaturas mais quentes e deixam o ar condicionado ligado toda a noite, o que é um desperdício de energia. A função sleep deixa a temperatura bastante fria (mais propício a adormecer) e deixa que a temperatura suba gradualmente ao longo da noite. 

Portanto, se calhar compensa investir um bocadinho mais num ar condicionado mais moderno e inteligente. 

Faça a manutenção do ar condicionado

E já que estamos a falar de poupar no ar condicionado, não se esqueça de fazer manutenção regular. Nas alturas em que mais usa o ar condicionado, convém fazer a limpeza dos filtros pelo menos a cada 2 meses. Segundo a EDP, os filtros sujos diminuem a eficiência do ar condicionado até 15%, o que faz com que gaste mais energia para manter a sua casa no intervalo ideal de temperatura.

Além disso, se não trocar os filtros também se arrisca a que as bactérias, os vírus e as poeiras andem a recircular pelo ar da casa. Portanto, é recomendável fazer a manutenção do ar condicionado pelo menos uma vez por ano com uma empresa especializada e, depois, ir trocando o filtro. Se precisarem, deixo aqui o link de empresas de instalação de ar condicionado em Braga e instalação de ar condicionado no Porto

No entanto, podem usar a Fixando para encontrar empresas de instalação e manutenção de ar condicionado por todo o país, incluindo no Alentejo e no Algarve, que são as regiões que mais sofrem com o calor no Verão. 

Tendências de catering: sabores e experiências

Já se apercebeu que o catering também tem tendências? Por exemplo, há uns anos estavam na moda os ‘naked cake’ nos casamentos. Antes, a moda eram as mesas de frios cheias de acepipes, como croquetes, rissóis, mini-quiches, empadinhas, queijos e ovos verdes. Por isso, se está a organizar um evento, ponha-se a par das tendências de catering, tanto a nível de sabores como de experiências. Vamos lá? 

Cozinha de fusão

A cozinha de fusão é uma das grandes tendências de catering a nível de sabor. Falo de uma canja com miso japonês, de sushi com fruta, de pastéis de nata com maracujá. Todas são combinações inesperadas, mas podem resultar numa explosão de sabor e de uma experiência inesquecível. Esta tendência de catering é válida para todo o tipo de eventos, desde casamentos a eventos corporativos. 

Ingredientes de época

Outra das grandes tendências de catering é utilizar ingredientes locais e da época. Tanto os restaurantes de bairro como os chefes mais consagrados sabem que esta é a melhor forma de comprar ingredientes ao melhor preço possível e conseguir mais sabor. Afinal, quem é que quer comer mirtilos de estufa fora de época? Ninguém disputa que a comida sazonal sabe melhor, por isso é sempre um factor para escolher um catering

Opções vegetarianas

Há cada vez mais vegetarianos, vegans e pessoas que fazem uma alimentação principalmente “plant-based”. Por isso, uma das maiores tendências de catering é incluir  opções vegetarianas. Além disso, também é uma forma de oferecer opções a quem é intolerante à lactose e ao ovo. Mas atenção: não vale ter só salada de frutas. A culinária vegetariana é cada vez mais sofisticada e os pratos têm de fazer sentido. 

Cozinha ‘zero waste’

Outra das tendências de catering, quer para casamentos quer para eventos, é o zero desperdício. Imagine, por exemplo, que serve uma sopa de abóbora e que usa as sementes para decorar o prato principal. Ou que faz uma sopa fria de beterraba e usa as folhas para salada. Desta forma, não se desperdiça nenhuma parte dos ingredientes. Não só evitamos o desperdício alimentar, como aproveitamos melhor os ingredientes sazonais.

Chef ao domicílio 

Outra das grandes tendências de catering, sobretudo no catering de festas em casa, é contratar um chef ao domicílio. Pode ser um pizzaiolo, um sushiman ou simplesmente alguém que prepara um menu gourmet para um grupo selecto de convidados. Aqui, a ideia é oferecer uma experiência diferente, personalizada, talvez até interactiva, distinta de qualquer outro evento do género. 

Toques personalizados 

Na mesma linha de pensamento, outra das tendências de catering para casamentos e eventos corporativos é ter um toque personalizado, como um cocktail ou mocktail específico para o evento. Por exemplo, quem trabalha na organização de eventos para empresas pede cada vez sobremesas decoradas com a cor do logo (ou até mesmo um bolo com o logo) ou seguir um ‘tema’ específico para o menu, alinhado com os seus valores (Portugalidade, inovação, ligação à comunidade, etc). 

Bebidas artesanais

E por falar nas bebidas, outra das grandes tendências de catering são as bebidas artesanais. Se estamos a falar de brunch, a nova bebida da nova é a kombucha, uma bebida fermentada cheia de probióticos. Para um evento corporativo, estão na moda as cervejas artesanais e as sidras de pequenos produtos. Se quiser levar a tendência mesmo a sério, até pode procurar sumos e coca-cola produzidas por marcas europeias. 

Resumindo: tal como a moda ou a decoração, o catering também tem tendências. Se vai organizar um evento em breve, seja um coffee break num evento empresarial, um baptizado ou um casamento, tenha em consideração todos estes pontos. Por um lado, uma das grandes tendências é usar ingredientes locais e sazonais; por outro, queremos combiná-las de forma inesperada.

Outra das grandes tendências, e com grande consciência ambiental, é oferecer opções vegetarianas, evitar o desperdício alimentar e procurar pequenos produtores locais. Não apenas para os ingredientes, mas também para bebidas artesanais e outros toques personalizados. Surpreenda os seus convidados com sabores intensos e uma experiência diferente.

Ideias de remodelação para valorizar a sua casa

Está a pensar vender e quer valorizar a sua casa? Há várias remodelações para valorizar a sua casa, atrair mais potenciais compradores e vender por um preço mais alto. Aqui ficam algumas ideias de remodelação para valoriza a sua casa:

Remodelar a cozinha

A cozinha é uma das divisões mais valorizadas por quem está à procura de casa. Por um lado, é um dos espaços onde as famílias passam mais tempo. Por outro, é uma divisão dispendiosa para renovar, que pode causar muitas dores de cabeça. Por isso, os futuros proprietários vão valorizar uma cozinha em que o espaço está optimizado, com electrodomésticos eficientes e espaço para comer.  Se precisa de ajuda para planear a sua nova cozinha, pode falar com um arquitecto ou usar os serviços de planificação gratuitos que lojas como a IKEA ou o Leroy Merlin oferecem. 

Remodelar a casa de Banho  e substituir a canalização

Se vai vender uma casa antiga, uma das ideias de remodelação para valorizar a sua casa é substituir a canalização. Os canos antigos, ainda em metal, dão um sabor característico à água, que fica com uma cor avermelhada. Portanto, substituir a canalização antiga é um das coisas que os compradores mais vão apreciar. Além disso, como trocar a canalização implica ficar sem água durante alguns dias, é uma obra muito difícil de fazer depois da mudança. Assim sendo, sem dúvidas que remodelar a casa de banho e substituir a canalização é uma ideia a ter em conta.

Janelas e caixilharias novas 

A eficiência energética é uma das coisas que mais valoriza um imóvel. Portanto, antes de pedir o certificado energético, invista na valorização energética da sua casa. Uma das remodelações mais simples que pode fazer neste sentido é substituir as caixilharias antigas em alumínio simples por janelas duplas de alumínio com corte térmico e/ou trocar as janelas de correr por sistemas oscilo-batentes. Se tem varandas, deve fazer o mesmo nas portas de acesso do exterior para reduzir as pontes térmicas. 

Fazer um tecto falso 

Outra ideia de remodelação para valorizar a sua casa é construir um tecto falso. Por um lado, o tecto falso com isolamento aumenta a eficiência energética da casa. Se o imóvel for num último andar ou por baixo de um terraço, a diferença no certificado energético vai ser notória. E, se vive num prédio, vai ouvir menos barulho de outras fracções. Por outro, o tecto falso esconde perfeitamente os fios eléctricos, o que abre a porta para fazer a remodelação eléctrica do imóvel. Portanto, são só vantagens! 

Home staging

Se não quiser fazer obras de fundo, pode pelo menos recorrer ao home staging para valorizar o seu imóvel. O home staging é uma técnica de design de interiores que consiste em tornar o imóvel mais atraente a potenciais compradores e que os ajuda a imaginar como poderia ser o seu dia a dia na casa. Um home staging eficaz não só permite vender o imóvel mais rápido, mas também por um preço superior. Se quiser, também pode incluir os móveis no negócio e vender a casa totalmente equipada.

Construir uma suite

Outra ideia de remodelação para valorizar a sua casa é criar uma suite. Muitos compradores valorizam ter pelo menos um quarto com suite, com casa de banho e closet. Contudo, em muitos casos isto implica abrir e fechar paredes, criar uma casa de banho de raiz, construir armários à medida e fazer uma remodelação mais profunda. Portanto, para isso precisa de encontrar uma empresa de remodelações em Lisboa. No entanto, se a sua casa só tem uma casa de banho, vai ser um factor diferenciador. 

Se precisam de ideias de remodelações para valorizar o imóvel, espero que tenham gostado destas! Agora, claro, tudo depende do orçamento que têm disponível. Para dar um bocadinho mais de ajuda, deixo-vos aqui um post muito interessante sobre o preço de remodelar uma casa por metro quadrado, assim como uma página da Fixando que pode ajudar a perceber o preço das remodelações em Lisboa

Relembro que, ao procurar empresas de remodelações em Lisboa na Fixando, pode receber até 5 orçamentos gratuitamente. No entanto, é provável que as empresas e empreiteiros precisem de fazer ma visita técnica à sua casa antes de entregar um orçamento definitivo.

Dicas para escolher o terreno ideal para construir

Construir casa em Portugal é uma aventura. Todos nós conhecemos pessoas que estão há anos à espera de autorização para construir, quer seja para uma casa tradicional ou para uma casa modular. Mas se mesmo assim continua a sonhar com construir a sua própria moradia, aqui ficam algumas dicas para escolher o terreno ideal para construir. 

1. Compreender os diferentes tipos de terreno

Em Portugal, há três tipos diferentes de terreno:

Terreno urbano

Os terrenos urbanos são aqueles que já se encontram integrados em áreas urbanizadas. Portanto, dispõem de infraestruturas básicas como água, electricidade, saneamento e acessos rodoviários. Geralmente, é mais fácil conseguir o licenciamento para construção, além de poupar ao instalar infraestruturas. 

Terreno urbanizável

Os terrenos urbanizáveis estão numa zona mista. Ou seja, ainda não é uma área urbanizada e com todas as infraestruturas, mas tem potencial para o ser. Antes de adquirir um terreno deste tipo, é crucial verificar junto da câmara municipal os custos associados à implementação das infraestruturas necessárias e o índice de construção permitido. 

Terreno rústico

Os terrenos rústicos destinam-se a atividades agrícolas, florestais ou pecuárias. Antigamente, a construção nestes terrenos era proibida, salvo para edifícios de “apoio à actividade agrícola”. No entanto, uma lei de 2024 começou a permitir a construção em terrenos rurais. Ainda assim, tem de confirmar sempre o Plano Director Municipal.

2. Verificar a viabilidade de construção

Mas o que é isto do Plano Director Municipal? Entenda melhor as limitações à construção:

Consulta do Plano Director Municipal (PDM)

O Plano Director Municipal (PDM) é o documento que define as regras de ocupação do solo em cada município. Antes de adquirir um terreno, consulte o PDM para verificar se o terreno está classificado como apto para construção e quais as condicionantes aplicáveis. Mesmo que a lei permita construir em solos rurais, pode haver restrições a nível local. 

Licenciamento e alvarás

Se o terreno não estiver inserido num loteamento com projeto aprovado, prepare-se para todo o processo de licenciamento e alvarás de obra. Tem de apresentar um projeto de licenciamento junto da câmara municipal (geral e de especialidades), obter um alvará de construção e solicitar a licença de habitação quando concluir a obra, mesmo que só queira construir uma casa modular.

3. Avaliar a localização e acessibilidades

Outra dica para escolher o terreno ideal para construir é avaliar a localização e se tem potencial para valorizar no futuro: 

Proximidade de serviços e infraestruturas

A localização do terreno influencia directamente o valor do imóvel e a qualidade de vida dos habitantes. Considere a proximidade a escolas, centros de saúde, comércio, transportes públicos e acessos rodoviários. Além disso, verifique se o terreno dispõe de infraestruturas básicas ou se será necessário investir na sua implementação.

Exposição solar e topografia

A orientação solar do terreno afeta o certificado energético da habitação e o consumo energético. Os terrenos com boa exposição a sul são, geralmente, mais valorizados. A topografia também é relevante: os terrenos planos facilitam a construção e reduzem custos, enquanto terrenos inclinados exigem obras de contenção e fundações especiais. Este detalhe influencia muito o custo de construção, até mesmo o preço de construir uma casa modular.

4. Analisar a documentação do terreno

Por fim, garanta que está tudo em ordem com a documentação do terreno: 

Certidão do registo predial

A certidão do registo predial comprova a titularidade do terreno e se existem ónus ou encargos associados, como hipotecas ou servidões. É essencial garantir que o vendedor é o legítimo proprietário e que o terreno está livre de dívidas. Se for um terreno partilhado entre vários herdeiros, é essencial garantir que está tudo em ordem. 

Caderneta predial

A caderneta predial fornece informações fiscais sobre o terreno, como a sua localização, área, valor patrimonial e a inscrição na matriz. Este documento é necessário para a celebração do contrato de compra e venda. Mas, mais do que isso, pode usar o número da matriz para se informar sobre a Câmara.

5. Considerar terrenos com projecto aprovado

Adquirir um terreno com projecto aprovado acelera o processo de construção, uma vez que o licenciamento já foi autorizado pela câmara municipal. No entanto, é importante confirmar se o projeto está efectivamente aprovado e se corresponde às suas necessidades. Se quiser fazer alterações ao projecto, precisa de pedir novo licenciamento.

Erros comuns na construção de casas e como evitá-los

Sonha com construir a sua própria moradia? Hoje desvendo quais são os erros comuns na construção de casas em Portugal e como evitá-los.

Fazer alguma coisa que não estava no projecto inicial

Um dos erros mais comuns na construção de casas é fazer alterações ao projecto inicial. Recentemente, em conversa com um vizinho, soube que em determinado momento tiveram a construção da casa embargada porque decidiram construir uma piscina. Embora pequena, a piscina não estava prevista no projecto inicial que entregaram na Câmara Municipal. E quem diz uma piscina diz um anexo para o churrasco, uma garagem fechada ou uma altura superior ao previsto no sótão.

Recordo que, em Portugal, é obrigatório pedir uma licença para a construção de casas – sejam elas casas tradicionais em alvenaria, casas modulares ou casas recuperadas. Antes de fazer qualquer construção, tem de verificar na Câmara Municipal o Plano Director Municipal (PDM). Só este PDM é que vai determinar se é um terreno urbano, urbanizável ou rústico; o índice de construção e outros detalhes que condicionam a sua construção. Depois, podem submeter o projecto para a casa e os projectos de especialidades.

Subestimar o orçamento

Outro erro muito comum na construção de casas é subestimar o orçamento. No outro dia, alguém perguntava se uma moradia aqui na zona valia “300.000€” porque “compra um terreno com 50.000 e constrói por 200.000€”. Evidentemente, isto são contas de cabeça. Ao construir a casa, precisa de ter em consideração não só o preço do terreno, mas também o preço do projecto de arquitectura, as especialidades, a ligação à rede pública, as licenças camarárias, a mão de obra e os materiais.

Infelizmente, a construção em Portugal está muito cara. Antes de começar a construir, já temos imensas despesas. E, ao construir, é preciso ter um orçamento muito detalhado para garantir que a construção não derrapa. Se estão à procura de orçamentos de empresas de construção civil, deixo aqui o link para encontrarem empresas de construção civil e compararem preços. Preparem-se porque também há alguma variação regional: é mais caro construir casa em Lisboa, no Porto ou na Madeira do que na Guarda ou em Viseu. 

Poupar onde não deve 

Dito isto, também há pessoas que poupam onde não devem. Quem está a construir uma moradia tem de pensar a 20, 30, 40 anos. Por isso, escolher um isolamento térmico “mais barato” agora pode sair mais caro no futuro. Como compromete a eficiência energética do imóvel, com certeza que vão gastar muito mais dinheiro a aquecer a casa no inverno (e a arrefecer no verão). Se não há orçamento para construir com materiais de qualidade, é melhor repensar se vale a pena construir uma moradia.


Evidentemente, digo isto em relação aos materiais estruturais: o isolamento térmico, o telhado, as lajes, a caixilharia, a impermeabilização. Nos acabamentos, como as madeiras, os revestimentos e as tintas, há sempre forma de gerir o orçamento. Pode comprar diversos fornecedores, materiais e games. Ainda assim, recomendo pensar sempre no que é melhor a longo prazo. Caso contrário, arriscam-se a ter despesas de remodelação no futuro e obras inconvenientes. 

Não pensar na orientação solar

Outro erro muito comum na construção de casas é não ter a orientação solar em consideração. A orientação solar faz muita diferença no conforto. Não só a nível térmico, porque uma orientação solar a Poente ou a Sul é sempre desejável, mas também no dia a dia. Quem é que gosta de ter uma cozinha escura onde tem de acender a luz para lavar um simples copo? Ou uma sala onde nunca bate o Sol? Estas são questões que devem ponderar logo no momento em que compram o terreno.

Não contratar uma empresa para fazer a vistoria

Por último, um dos erros mais comuns na construção de casas é não fazer uma vistoria independente. Quer gastar 200.000€ ou 300.000€ na construção de uma casa, mas não está disposto a gastar 1.000€ para ter um perito independente a fazer a vistoria da obra? Há empresas de engenharia independentes que podem acompanhar o projecto para ter a certeza que está tudo a correr dentro do planeado. Não nos podemos esquecer que, quando se trata de reparações, 40% de devem a má execução em obra.

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